Sexta-feira, 26 de Junho de 2009 @ 14:25:00
Gone too soon


Eu não sei como começar esse post sem ser com essa frase que você acabou de ler. E não, não tô falando isso pra fazer uma firulinha, ou mesmo pra aparentar estar mais emocionada do que eu estou. O fato é que pra mim é simplesmente estranho vir ao blog, depois de quase dois meses sem postar, pra falar da morte de um ícone, de um astro, mas de quem eu não era fã nem nada do tipo.

E precisa ser fã pra reconhecer a grandiosidade da arte do Michael Jackson? Veja bem, releia a frase. Não vim aqui pra falar do homem que foi ou deixou de ser o Michael Jackson, dos escândalos, das milhões de plásticas, do episódio em que ele pendurou o filho na sacada do hotel, muito menos do fato dele cobrir o rosto dos rebentos com panos e outros tipos de máscaras. Isso tudo aí é do seu conhecimento, e na verdade qualquer coisa que eu escreva aqui é do seu conhecimento sobre esse indivíduo, ainda mais num dia como hoje, em que não precisa ser fã pra saber em cinco minutos quais foram os seus maiores sucessos e ouvir palavras e expressões como "revolução", "rei do pop" e "moonwalk".

E não precisa ser fã também pra ter crescido ouvindo o cara - não necessariamente com milhões de discos ao redor ou mesmo, aliás, sequer gastando dinheiro com isso. Pra mim bastou ter ligado o rádio do meu walkman numa manhã qualquer de 1998, a caminho do colégio, numa das primeiras TPMs da minha vida, pra escutar "I'll be There" com aquela vozinha estridente e poderosa do menino Michael, para que aquele se tornasse um momento memorável da minha vida. Sim, porque com os hormônios à toda, depois de escutar essa música, eu saí correndo no corredor da escola rumo à minha sala e abracei chorando cada um dos meus amigos da época, numa cena que pra mim poderia muito bem ir parar num filme bobo sobre adolescência que passaria na Sessão da Tarde. Talvez boa parte desses meus amigos nem se lembre mais disso, mas eu sempre volto àquele instante quando ouço a canção. E choro, mesmo sem TPM de adolescente.

Não precisa ser fã com armários entupidos de fitas VHS e DVDs de shows do Jacko pra que eu me lembre das várias vezes, bem por acaso, em que fiquei paralisada na frente da TV, bem pirralhinha, vendo aquele magricelo de roupas bem esquisitas dar um show de dança nos palcos e nos clipes. Eu devia ter uns sete anos quando vi o tal do moonwalk pela primeira vez, e lembro de ter corrido pro banheiro - o único lugar da casa com chave, no qual eu me trancava pra fazer minhas dancinhas na santa paz de Deus, sem correr o risco de ser avacalhada pela minha irmã caçula - e ter tentado por vários minutos fazer o passo. Lembro de ter apoiado na parede pra não levar aquele que poderia ter sido o tombo mais feio da minha vida. Um flash desses que a gente tem da infância, que você pode ter ao andar de bicicleta, chupar bala de caramelo ou comer a casquinha do sorvete, ou ainda ao escutar Billie Jean ou qualquer outra música do Michael.

Isso sem falar nos videoclipes! O vídeo de Smooth Criminal me leva diretamente pra sala de estar da minha casa, numa época em que os sofás ali ainda eram da cor creme e eu via TV de tarde depois de fazer o dever de casa. Total máquina do tempo feelings, de respirar fundo e sentir gosto de casquinha de pastel com catchup que eu tanto adorava nessa idade.
E no comercial da Pepsi, que eu acho que só vi uma vez, mas que lembro de ter me deixado chocada perguntando "mas como ele não morreu quando foi se pendurar nesse helicóptero? E se ele tivesse batido a cabeça numa das hélices? Ai!!!!", pensamento esse acompanhado de gritos internos de pavor de uma criança muito cheia das imaginações.

Isso porque você não sabe, mas Heal The World foi a música que embalou o alongamento daquela que foi a última aula de jazz da minha pré-adolescência. Depois disso eu só fui saber o que era aula de dança em meados de 2000, quando voltei com tudo ao ballet, época devidamente marcada por Cry, que tocou em uma das primeiras aulas de dança que fiz nesse período bem inicial.

E tem ainda, claro, aquela tarde aleatória de sábado de 2001, em que eu fui pegar Center Stage na locadora e elegi a seguinte cena como a melhor do filme:



E isso fez The Way You Make Me Feel se tornar uma das minhas músicas preferidas de todos os tempos. Assim, por lembrar a cena mesmo e por provocar essa vontade ensandecida de sair dançando ballet ao som de pop. Simples assim.

E você quer mesmo que a morte do Michael Jackson seja menos chocante pra mim só porque eu jamais demonstrei apreço à altura dos que são realmente fãs do cara?
E precisa?

Never Can Say Goodbye, Michael.

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Fica a dica:

I Want You Back. Preferida e necessária naqueles momentos em que a gente precisa de uma explosão aleatória de alegria por causa dessa vontade descontrolada de sair dançando e cantando como quem engoliu gás Hélio. Esse vídeo com o Bill Cosby também é sensacional.

The Girl is Mine. Minha música preferida do Michael em parceria com o Paul McCartney.

Comercial da Pepsi que o Alfonso Ribeiro - vulgo Carlton Banks do Fresh Prince of Bel-Air - aparece junto com o Michael.

Como fazer o Moonwalk. Praticarei. Sem mais tombos quase fatais, eu espero.

Abertura do desenho dos Jackson Five. Não sei se esse desenho passava ainda nos anos 80, então não sei bem porque tenho déja-vù quando vejo esse vídeo, em especial a partir dos 43 segundos. Adorável.

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009 @ 18:11:00
Gremistas, UNI-VOS!




Eu sou! E você? ;)

[E eu tô tentando voltar pra cá... juro! :~]

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Terça-feira, 28 de Abril de 2009 @ 17:42:00
Murphy is my Black Star


Long time, no see. Eu sei, eu sei, eu seeeeeeeeeeeeeeeeeeieieieiiiiiiiiii, argh. E sabe o que é pior? Vou falar de um assunto que já tá em tempos de ser morto e enterrado, mas que precisa ser aqui registrado a fim de que eu siga na santa paz do Senhor com essa budega desse blog.

Seguinte: diz a minha música preferida do Radiohead, em seu refrão: "blame it on the black star, pananãaaaaaaa". Sabe, eu devia ter mais cuidado com as minhas músicas preferidas, porque elas sempre dão um jeito de se transformar em fatos hora ou outra. É bizarro. Culpe a estrela negra. A estrela negra, no caso, tem nome famoso e personalidade que remete diretamente ao azar diante das coisas que são dadas como certas.

Murphy, oi. Você foi genial, devo admitir. Cuidou para que eu não tivesse alternativa, a não ser me render. E eu me rendi. Fiquei ali, paradinha, tendo a cabeça absolutamente cagada por toda a bosta que havia estocada em seus baldes naquele 22 de março. De repente, eu assumi o papel do cachorro diante da máquina de frango assado. A máquina era a TV ligada no Multishow, e o frango era o Thom se contorcendo lagartixicamente em 15 Step.
Mal aí, mas nem aguentei, viu? Não tenho saúde pra incorporar um cachorro, fique sabendo. Virei gente de novo, e entre várias pizzas e partidas de mau-mau entre amigos, fui dando sequência à vida. A dor é inevitável, o chororô é opcional. E de chororô eu já tava farta, sabe? Meu travesseiro que o diga.

Foi isso, então. Sem Radiohead pra mim em São Paulo. No alarms, no surprises, no Thom Yorke lagartixando no palco. Epic fail.

Claro que eu só perderia algo pelo qual tive esperando dez anos da minha vida se fosse por outra coisa MUITO grande, que não me deixasse outra escolha mesmo. Pensa aí no que é absoluto e indiscutível na sua vida que talvez você tenha ideia do que pode ter rolado aqui. Rolou, deu tudo certo, e se você quer saber eu fui até bem forte. Diante de certas pessoas e acontecimentos, fatos tidos como essenciais - tal qual seria esse show pra mim - perdem até mesmo o sentido. Não havia a menor chance de eu fazer a louca e me mandar pra São Paulo como se nada importante tivesse acontecendo aqui. A minha hora de ver o Radiohead ao vivo, e curtir isso como a ocasião pede, vai chegar. E que Murphy passe bem longe da minha pessoa nesse período.

Pronto, vomitei. Oh, vida.
Quem sabe agora eu não resolva dar rumo a alguns dos QUINZE rascunhos que estão ali na parte de edição de posts? ¬¬

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Terça-feira, 17 de Março de 2009 @ 23:30:00
Beannachtaí na Féile Pádraig oraibh!




Sim, você certamente já viu essa imagem por aqui outrora.
E viva o seu Patrício, padroeiro do país da Guinness (ahhh, a Guinness!), do U2, dos Corrs, do Flogging Molly, dos pubs, da claddagh, dos leprechauns e de tantos outros símbolos bacanas!!!

E, claro, do povo bem cheio das sabedorias...

“Here’s to a long life and a merry one
A quick death and an easy one
A pretty girl guy and an honest one
A cold beer and another one!"

Weehee!!!

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Odeio tanto deixar isso aqui tão desatualizado, principalmente quando tenho tanta coisa a dizer. :\
Tô voltando. Daquele jeito.

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Sábado, 7 de Março de 2009 @ 22:40:00
Tipo isso



Como é que pode, né?
Assim, fazer parte de todas as fases da vida da pessoa.

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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009 @ 23:31:00
Little by little


Olha, não é possível que essa sensação de que o tempo tá indo rápido demais seja só comigo. Porque gente, me explica essa sensação retardada que eu ainda tenho de estar, sei lá, no dia seguinte ao revéillon??? Revéillon, gente. E já estamos no Carnaval. Carnaval, fevereiro, alegria, muita festa todo dia, uh uh. Um erro bem sutil de festividades, hein?
Credo.

Carnaval? Feriado? Não trabalhamos. Digo, não trabalhamos com isso de feriado. Cara, assim, não tenho feriado, sabe? Pelo menos não esse.
Sei lá, tô cansada, mas não tô exatamente reclamando, porque sei que virão as recompensas, yadda, yadda, não sei se tô escrevendo isso pra me convencer ou te convencer de que não tô me sentindo loser elevado às potências dos unidos do caralho alado por estar tentando escrever uma merda de post em pleno sábado à noite. Sábado de Carnaval. Não que eu seja dessas pessoas que vão lá pro festerê todo, mas eu queria ter a opção de não estar aqui pensando que não dá pra sair e botar a pantufa de jaca porque tenho rodada dupla de aula no domingo e preciso estar descansada - se é que eu quero mesmo fazer isso tudo valer a pena de uma vez por todas.

Prioridades. Às vezes é uma merda tê-las.

*Suspiros*



"We the people fight for our existence
We don't claim to be perfect but we're free
We dream our dreams alone with no resistance
Faded like the stars we wish to be."

[♥ Oasis ~ "Little by little"]


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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009 @ 17:28:00
Clavelitos de mi corazón






Clavelitos, clavelitos, clavelitos de mi corazóoooooooon... hoy te traigo clavelitos colorados igual que un fresóoooon!

Weehee. lzfcfdllfjaldscslhdashdx perdão, sei que o objetivo da música é ser fofa, mas eu caguei o maiô rindo hoje durante a aula de espanhol, quando o professor nos apresentou essa maravilha universitária espanhola.

Sensacional. Melhor ainda com a letra.
Só eu que MORRO de vontade de largar um weeheeeeeeeee no meio do refrão? sksdfjsfkhkdfk o nível da monguiça com a cultura alheia.

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Quem?

stella regina. 20 e poucos. nascida e criada em brasília. gremista, apaixonada por futebol (apesar de saber bem menos sobre isso do que gostaria). ex-bailarina, apaixonada por dança. xuxu. ruiva de salão. rock'n'roll, chill out & samba de raiz. bibliotecas, botecos & pubs. porto alegre asap. heineken. guinness. vodka. capuccino. escreve e fala muita merda. "it girl. rag doll." é o subtítulo de uma das minhas músicas preferidas do radiohead, "a wolf at the door". desabafos, opiniões, chacota, palavrões em abundância, sarcasmo e cretinices randômicas, sem a menor das pretensões. now feeling: The current mood of balletholic at www.imood.com




Disclaimer

Este é um blog escrito para uns poucos e bons amigos, sem maiores pretensões no meio "bloguístico" ou qualquer meio de interação virtual entre seres humanos. Sim, eu costumo falar muita bobagem aqui, porque de tensão e seriedade basta o meu mundinho offline. Se você quer ler notícias e opiniões sobre assuntos mais sérios, favor buscar outro blog, site, portal ou algo que o valha. Aqui, só quando eu quero e do jeito que eu quero. Oh, yeah. Como se percebe, os comentários estão desabilitados. Pois é. Então se você deseja se comunicar comigo, seja para expressar alguma contrariedade ou uma explosão de amor por mim, faça o favor de se utilizar do meu E-MAIL para tanto. Dito isto, fique à vontade. Tem resto de frango assado (com sua respectiva farofa) e guaraná Xereta na geladeira.



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